"O cofre do banco contém apenas dinheiro. Frustar-se-á quem pensar que nele encontrará riqueza" Carlos Drummond
Friday, March 16, 2007
Para Pensar...
"O cofre do banco contém apenas dinheiro. Frustar-se-á quem pensar que nele encontrará riqueza" Carlos Drummond
Thursday, March 15, 2007
Você ficaria com o dinheiro?
Uma aeronave fretada por uma empresa de transporte de valores saiu de Petrolina em direção a Salvador, levando R$ 5,5 milhões para bancos da capital baiana. Caiu, matando os 3 passageiros e o piloto. Moradores da localidade de São Sebastião do Passe pegaram os malotes bancários e fugiram.Você ficaria com o dinheiro?
( ) De jeito nenhum, Deus castiga!
( ) De jeito nenhum, só quero o que é meu!
( ) Talvez, se estivesse precisando muito!
( ) Talvez, se as notas não estivessem marcadas e eu não fosse descoberto!
( ) Certamente, os bancos já têm lucro demais; não vai fazer falta!
( ) Certamente, Deus permitiu o acidente porque viu que eu precisava!
Para Meditar...
Meditação Diária - 15 de março de 2007.Passe alguns minutos na presença de Deus em oração silenciosa, engrandecendo o Seu nome e suplicando mais uma vez a unção do Espírito Santo para o alimento de Sua palavra.
A nossa quarta letra é D de Daniel.
Abra a sua Bíblia em Daniel 6:1-28 e veja que lindas lições Deus pode nos proporcionar, leia em atitude de oração e sinta o fluir do Espírito Santo lhe dando gozo e orientação. Peço agora sua atenção especial para os versos 4 e 23. Guarde estes dois versos. Daniel tinha uma vida íntegra diante de Deus e dos homens. Diante dos homens, “Porque era fiel e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (V.4). Diante de Deus, porque “três vezes no dia se punha de joelho, orava e dava graças diante do seu Deus como costumava fazer” (V.10-13).
Contudo, Daniel tinha sido vítima de uma cilada por aqueles homens que o invejavam (v.3); “Daniel pois quando soube” (V.10), veio confirmar as suspeitas que tinha sobre seus falsos companheiros de profissão. Quando o crente é fiel no que faz ou no que exerce, contraria interesses e muitas vezes é vítima de ciladas dos inimigos da vida. Que Deus nos dê sabedoria para discerni-las.
O fato é que Daniel continuava fiel e como o decreto do rei era irrevogável, teria que submeter-se à pena: a “cova dos leões” (V.7). Note que o próprio rei Dario tinha consciência que Deus podia livrar Daniel da pena que ele mesmo instituiu (V.16-18) e Deus realmente poderia, mas permitiu que Daniel fosse até o vale da sombra da morte (Salmo 23:4) e livrou-o de dentro dela!
Veja que a patada de uma leão é capaz de quebrar o pescoço do búfalo ou da zebra e que se a nossa mandíbula pode exercer uma pressão de até 90kg sobre os alimentos, imagine a do leão... Era impossível, não só para Daniel, mas para qualquer ser vivente livrar-se de vários leões dentro de uma cova! Glorificado seja Deus! Os impossíveis dos homens são possíveis para Ele (Marcos 10:27).
Daniel tinha tanta convicção desta verdade e da justiça de Deus que em nenhum momento se abalou (V. 22).
Que Deus nos dê paciência na “provação” e gozo e alegria na “aprovação”. Interceda a Deus agora pelo seu irmão. Quem sabe ele pode estar dentro da cova dos leões, neste momento.
Que Deus te abençoe.
A nossa quarta letra é D de Daniel.
Abra a sua Bíblia em Daniel 6:1-28 e veja que lindas lições Deus pode nos proporcionar, leia em atitude de oração e sinta o fluir do Espírito Santo lhe dando gozo e orientação. Peço agora sua atenção especial para os versos 4 e 23. Guarde estes dois versos. Daniel tinha uma vida íntegra diante de Deus e dos homens. Diante dos homens, “Porque era fiel e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (V.4). Diante de Deus, porque “três vezes no dia se punha de joelho, orava e dava graças diante do seu Deus como costumava fazer” (V.10-13).
Contudo, Daniel tinha sido vítima de uma cilada por aqueles homens que o invejavam (v.3); “Daniel pois quando soube” (V.10), veio confirmar as suspeitas que tinha sobre seus falsos companheiros de profissão. Quando o crente é fiel no que faz ou no que exerce, contraria interesses e muitas vezes é vítima de ciladas dos inimigos da vida. Que Deus nos dê sabedoria para discerni-las.
O fato é que Daniel continuava fiel e como o decreto do rei era irrevogável, teria que submeter-se à pena: a “cova dos leões” (V.7). Note que o próprio rei Dario tinha consciência que Deus podia livrar Daniel da pena que ele mesmo instituiu (V.16-18) e Deus realmente poderia, mas permitiu que Daniel fosse até o vale da sombra da morte (Salmo 23:4) e livrou-o de dentro dela!
Veja que a patada de uma leão é capaz de quebrar o pescoço do búfalo ou da zebra e que se a nossa mandíbula pode exercer uma pressão de até 90kg sobre os alimentos, imagine a do leão... Era impossível, não só para Daniel, mas para qualquer ser vivente livrar-se de vários leões dentro de uma cova! Glorificado seja Deus! Os impossíveis dos homens são possíveis para Ele (Marcos 10:27).
Daniel tinha tanta convicção desta verdade e da justiça de Deus que em nenhum momento se abalou (V. 22).
Que Deus nos dê paciência na “provação” e gozo e alegria na “aprovação”. Interceda a Deus agora pelo seu irmão. Quem sabe ele pode estar dentro da cova dos leões, neste momento.
Que Deus te abençoe.
Para Confiar
O medo é contagioso
"Pesquisa revela que fobias surgem também da observação do medo alheio. Efeito pode ter sido uma adaptação para a vida em sociedade.Segundo psicólogos dos Estados Unidos, as fobias surgidas da observação do medo dos outros são formadas da mesma maneira que aquelas obtidas a partir da experiência própria. A equipe da Universidade de Nova York, liderada por Elizabeth Phelps foi a primeira a estudar o cérebro durante a aquisição de um medo indiretamente.
“Durante nosso cotidiano somos freqüentemente expostos a imagens vívidas de outros em situações emocionais, tanto por interações sociais pessoais quanto por meio da mídia,” explica a pesquisadora. “Nossos resultados mostram que quando as emoções alheias são acompanhadas por expressões vívidas e vistas como relevantes para nosso bem estar futuro, nós acionamos mecanismos de aprendizagem”, diz ela.
O grupo mostrou um vídeo de pessoas levando choques a um grupo de participantes. Antes de cada choque, um quadrado colorido aparecia nas imagens. Depois da apresentação, os cientistas mentiram e informaram os participantes que eles receberiam os mesmos choques. Com isso, bastava mostrar o quadrado para que eles apresentassem uma intensa reação de medo.
Segundo os psicólogos, a mesma região do cérebro que controla a aquisição de um medo a partir da experiência direta, a amígdala, está envolvida nas fobias surgidas indiretamente. É essa área que nos “ensina”, depois de colocarmos a mão no fogão, que o fogo é perigoso. A resposta da região, de acordo com os pesquisadores, foi igual tanto quando os participantes assistiam ao vídeo quanto quando eles viam o quadrado colorido que precedia os choques.
Segundo um dos demais pesquisadores que participaram do estudo, Andreas Olsson, da Universidade Columbia, o aprendizado do medo a partir da experiência alheia pode ter sido uma adaptação evolucionária de animais que vivem em sociedade. “Aprender a partir da observação da resposta emocional de outros é como explorar o conhecimento deles sem ficar exposto diretamente aos riscos do aprendizado direto”, diz ele. O trabalho está publicado na revista científica especializada “Social Cognitive and Affective Neuroscience (Scan)”.
Aproveito esta notícia para lhe convidar, se você mora em João Pessoa, a participar de aula-debate sobre o tema "Violência, Medo e Confiança em Deus" na Classe de Jovens da Escola Bíblica Dominical da Igreja Presbiteriana de Tambaú, neste domingo 18 de março às 9:00.
Teremos a participação de pessoas que foram vítimas de sequestros-relâmpago e dicas de especialistas em segurança, além de uma exposição bíblica sobre a confiança no cuidado de Deus. Não perca.
Tuesday, March 13, 2007
Não sou tão católico assim...
Pelo menos quando se trata de opiniões como as que o papa Bento XVI reafirmou em documento divulgado pelo Vaticano, nesta terça-feira, 13, que rege a celebração de missas, sobre a necessidade do celibato para os sacerdotes e a proibição de divorciados de receber a comunhão no Sacramentum Caritatis. Para Bento XVI, "O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma bênção enorme para a igreja e para a própria sociedade".
Ainda no documento, o pontífice classificou como "uma verdadeira praga" o segundo casamento de pessoas já divorciadas. "Trata-se de um problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai, progressivamente, corroendo os próprios ambientes católicos", diz o documento.
Confirmando recomendação do Sínodo dos Bispos, os divorciados católicos continuarão sem o direito de receber a comunhão.
Confirmando recomendação do Sínodo dos Bispos, os divorciados católicos continuarão sem o direito de receber a comunhão.
Que é um problema pastoral espinhoso, não tenho dúvidas. Pessoalmente, já estive em situações constrangedoras e delicadas devido a múltiplos casamentos e às conseqüências deles.
No entanto, chamar de "praga" e negar a comunhão aos divorciados é equivalente a excluí-los da unidade dos cristãos com Cristo.
É preciso prudência, amor e espírito pastoral para incluir e não para excluir, porque excluir é fácil mas contradiz o próprio Espírito de Cristo: "Vinde a mim, todos vós, cansados e oprimidos e eu vos aliviarei".
Obviamente isto não deveria ser sinônimo de libertinagem, de relacionamentos fortuitos pseudo-denominados de "casamentos". É preciso levar a sério o matrimônio.
Gostei, por isso transcrevo...
BUSH, ÁLCOOL & RETÓRICAMídia não chega ao ponto G; parceiros vão reclamar
Por Alberto Dines em 13/3/2007
Abaixo do Equador, vale tudo, não há pecado nem formalidades. Embalado na suposição preconceituosa a respeito dos pobres coitados condenados a nascer e viver no hemisfério meridional, ou como tática para baixar a crista do seu convidado, o presidente Lula mencionou num dos encontros com o seu colega George W. Bush que as conversas para liberalizar o comércio mundial estavam chegando ao "ponto G".
Segundo Fritz Utzeri, médico, jornalista e editor do site Montbläat, o ponto G é "uma fantasia de um maluco alemão, Ernest Grafenberg" e "seria um lugar na vagina onde se concentrariam terminações nervosas sensitivas que, quando estimuladas, desencadeariam um orgasmo intenso".
A metáfora presidencial é simplista, irreal, esquece a seriedade indispensável às negociações diplomáticas e, como se não bastasse, é de um tremendo mau gosto. Discrepa de forma ostensiva de um dos nossos melhores momentos na vitrina mundial.
E a mídia?
Esbaforida e acalorada, obrigada a desdobrar-se numa cobertura intensa, polivalente, que envolvia eventos e esferas tão díspares como a revolução energética, o terrorismo na Tríplice Fronteira e a guerrilha urbana provocada pela visita, nossa mídia ficou com a língua de fora, sem conseguir oferecer ao leitor uma avaliação bem dimensionada do que aconteceu.
Nas edições de sábado (10/3), o relato sem costura dos fatos do dia anterior. Nas edições de domingo (fechadas na sexta e sábado pela manhã, portanto quase concomitantes), apenas o rescaldo factual.
Com os semanários empenhados na corrida para ver quem chega mais cedo na mão dos assinantes, com os telejornais banhados em sangue e assanhados na busca dos ibopes, o cidadão brasileiro está sendo privado da visão de conjunto, alimentado por um picadinho noticioso apenas picante. O tal jornalismo interpretativo, ferramenta indispensável para costurar juízos, esteve presente apenas nas colunas de opinião. Nem todas.
Não apareceu uma história do Próalcool, não se produziu um levantamento das sucessivas crises que ao longo de três décadas produziram tanto ceticismo em torno da nossa real capacidade de produzir uma revolução verde. O etanol irrompeu no noticiário num passe de mágica e logo voltará para as páginas de economia por meio de releases e estatísticas.
Mais uma vez evidenciou-se que pelo menos no Brasil ainda são prematuras as doutrinas sobre o fim do jornalismo impresso e a sua substituição pela internet. Os grandes portais, abastecidos prioritariamente pela mídia convencional, não conseguiram processar o volume de informações e análises nem organizar o acesso ao material já utilizado.
Princípio do prazer
A concentração do noticiário em torno do presidente americano eclipsou todo o resto, inclusive a visita de outro presidente-parceiro, Horst Köhler, da República Federativa da Alemanha. Em sua comitiva estavam alguns dos mais importantes empresários alemães. Um deles, o maior fabricante de lápis do mundo, Anton Wolfgang von Faber-Castell, com grandes interesses no Brasil e que, na mesma semana, ocupava uma página inteira na prestigiosa The Economist (3/3/2007, pág. 73).
Distraídos pelas manifestações antiamericanas (todas orquestradas), nossos jornais só conseguiram dar uma pequena atenção na sexta-feira (9) a uma façanha da justiça de Nova York, que finalmente permitirá aos brasileiros dar nome aos bois e chamar Paulo Maluf de ladrão.
O ponto G do relacionamento da mídia com o seu público deve se situar na esfera do princípio do prazer onde impera a reciprocidade de oferendas e carinhos. Nossa mídia passa a nítida impressão de estar penando para cumprir a sua parte. Está na hora de discutir a relação.
"É hipocrisia 24 horas",
Ainda conversando com Fani, Alemão não consegue resistir ao assunto paredão. O surfista afirma que está sofrendo, pois perdeu todos os seus amigos no confronto. Agora, a única que resta é a carioca de Nova Iguaçu, se ela sair, ele lamenta: "Se eu ficar não sei se vou agüentar não. Posso falar na cara, estourar".Sem dar brecha para as teorias da carioca, Diego continua desabafando: "Você vai ver! Agora acabou eu e você. E o que sobrar eu quero ver. Isso que é ser covarde. Fica batendo, batendo, mas aí depois foge, não enfrenta".
Fani se empolga com a conversa e já imagina alguns confrontos: “O que ficar vai ter que brigar para querer ir com alguém. Por exemplo o Caubói, eles vão fugir enquanto puderem. E vai um acobertar ao outro. É tudo subentendido aqui! Ninguém assume nada! É hipocrisia 24 horas”. "Graças a Deus que falta pouco", conclui Alemão.
(divulgação Globo)
Não vou ficar aqui falando contra o Big Brother. Primeiramente, quem - como eu - acha aquilo tudo uma grande porcaria, já sabe o que de mal poderia falar e isto, também vale para aqueles muitos milhões que acham tudo aquilo uma maravilha e não conseguem se livrar do gostinho nauseabundo da intimidade de gente que, se não fosse feita à imagem e semelhança de Deus, não teria dignidade alguma.
É gente numa busca desenfreada de sucesso e destilando o que há de pior na natureza humana, inclusive a hipocrisia de que trata o diálogo acima. A hipocrisia exposta é nada mais do que o corolário de tudo de ruim que tem ali. E que ao mesmo tempo, reflete as relações aqui do lado de fora e também as molda, especialmente nos milhões de adolescentes, jovens e até crianças que imitam os comportamentos e não apenas as expressões verbais e os trejeitos dos "personagens".
Lamentável! Porém dá Ibope e muito dinheiro à Globo. E desta forma neste "lixão" televisivo "catadores" se aglomeram diante da TV para pegar o quinhão que lhes toca.
O que você faria para deter a violência no Brasil?
Este é o resultado parcial da enquete da semana no site www.iptambau.org.br Participe você também!"Nada! O homem é mau e piora a cada dia..." = 0 votos (0.0%)
"Mataria quem matasse! Morte neles!" = 28 votos (82.4%)
"Aumentaria as penas. Diminuiria a maioridade penal." = 1 votos (2.9%)
"Simplesmente puniria com as leis que já existem aí." = 0 votos (0.0%)
"Investiria em educação, empregos, inclusão social." = 5 votos (14.7%)
Total de votos: 34
Para Confiar...
Para Meditar...
Meditação Diária - 13 de março de 2007Bom dia! Já sentou à mesa para tomar o café matinal? Bem, creio que devemos antes de qualquer coisa sentar-nos à mesa de Deus e comermos um pouco da Sua palavra. Ore a Deus neste instante e mais uma vez peça ao Espírito Santo que ilumine a sua mente e abra o seu coração para receber este alimento que é a palavra de Deus.
A nossa segunda letra é B de Barnabé.
Abra a sua Bíblia no livro de Atos 11:22-25. Agora se concentre no verso 24 e veja os três predicados que Lucas (o escritor do livro de Atos) relata sobre Barnabé. Agora pare e pense. Coloque-se no lugar de Barnabé e responda para você mesmo. O que Lucas escreveria sobre mim?
Não preciso ser um profeta para afirmar que a grande maioria de nós não se enquadraria nos três predicados de Barnabé e sabe o porquê?
Nós não temos levado a sério um compromisso que um dia fizemos a Deus quando nos deu Seu Espírito para habitar em nós. Este foi um pacto da nova aliança, o selo do Espírito na nossa vida! E nossa parte? Buscá-Lo, adorá-Lo e servi-Lo!
Esta parte tem sido negligenciada, sabe irmão, estamos brincando de ser “cristão”. Você sabe o que significa a palavra “cristão”. Leia Atos 11:26, I Pedro 1:6, Cristão era sinônimo de perseguição, de rejeição, de opóbrio. És cristão? Para Paulo, Pedro, Tiago e tantos outros o “sim, sou cristão” significou a morte.
Atualmente, “sim sou cristão” nos dá “status”, pois até na cédula da moeda corrente o “Deus seja louvado” marca presença... “Este povo honra-me com os lábios mas o seu coração está longe de mim” (Marcos 7:6) disse Jesus, relatando Isaías, a respeito do assunto.
És cristão? Pois o mundo te vê cheio de amor (bondade) do Espírito Santo e fé! Este é o impacto que o mundo precisa receber hoje de nós e que recebeu outrora quando nossos irmãos diziam: Sim, sou cristão!
Que o Senhor nos torne hoje cristãos de palavras e obras, cheios de bondade do Espírito Santo e fé. Ore agora a Deus por você mesmo e pelo seu irmão. Ele precisa da sua intercessão. Que Deus te abençoe no dia de hoje.
Para Pensar...
Monday, March 12, 2007
Para meditar...
Ore a Deus neste instante e peça que o Espírito Santo que inspirou as Escrituras, abra a sua mente para entendê-las e incline o seu coração para obedecer ao que foi aprendido. A nossa primeira letra é A de Abraão.
Abra a sua Bíblia e leia o resumo da vida de Abraão em Atos 7:2-8, conforme Estevão nos relata. Abraão era descendente de Sem (filho de Noé) e filho de Terá, e se tornou ancestral da Nação hebraica, e de outras (Gen. 17:5); viveu uma vida de notável fé e foi conhecido como o “amigo de Deus” (leia II Crônicas 20:7). Que privilégio ser chamado de amigo de Deus! Sabe, Jesus também nos chama de amigos. Leia João 15:13,16.
Louve a Deus agora e alegre-se com esta preciosa amizade! Além da fé em Deus, Abraão também se importava com os que estavam ao seu redor, intercedeu a Deus por seu filho Ismael (Gen. 17:20) e por seu primo Ló (Gen. 18:27,33). Ore agora por aqueles que estão ao seu redor, inclusive aqueles por quem você está intercedendo nesta semana.
A fé de Abraão é vista mais claramente, em sua pronta obediência. Todas as vezes que foi chamado por Deus e mesmo quando lhe foi solicitado seu único filho – o filho da promessa – para o sacrifício, não duvidou e obedeceu. Leia (Gen. 22:12,18). Que lição de fé a de Abraão!
Agora medite: a fé verdadeira se manifesta de forma prática, o que você tem oferecido a Deus como fruto da sua fé? Pouca coisa? Quase nada? Não tem importância, Deus não está procurando “grandes coisas” ou “grandes homens”, pois não chamou a “faraó”, que sabia fazer pirâmides e sim a Abraão! Seja o que for, de que tamanho for, ofereça-se a Deus com fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus. Leia (Heb. 11:16).
Deus lhe abençoe neste dia.
(Meditações Diárias Anteriores disponíveis no site da Igreja Presbiteriana de Tambaú(www.iptambau.org.br)
O conteúdo das mensagens Meditações Diárias é protegido pelas leis brasileiras e internacionais dos direitos autorais. O uso, não autorizado pelo autor, acarretará em ações legais e possíveis sanções. A autorização, para o uso total ou parcial, pode ser obtida mediante solicitação por escrito enviada ao autor)
Abra a sua Bíblia e leia o resumo da vida de Abraão em Atos 7:2-8, conforme Estevão nos relata. Abraão era descendente de Sem (filho de Noé) e filho de Terá, e se tornou ancestral da Nação hebraica, e de outras (Gen. 17:5); viveu uma vida de notável fé e foi conhecido como o “amigo de Deus” (leia II Crônicas 20:7). Que privilégio ser chamado de amigo de Deus! Sabe, Jesus também nos chama de amigos. Leia João 15:13,16.
Louve a Deus agora e alegre-se com esta preciosa amizade! Além da fé em Deus, Abraão também se importava com os que estavam ao seu redor, intercedeu a Deus por seu filho Ismael (Gen. 17:20) e por seu primo Ló (Gen. 18:27,33). Ore agora por aqueles que estão ao seu redor, inclusive aqueles por quem você está intercedendo nesta semana.
A fé de Abraão é vista mais claramente, em sua pronta obediência. Todas as vezes que foi chamado por Deus e mesmo quando lhe foi solicitado seu único filho – o filho da promessa – para o sacrifício, não duvidou e obedeceu. Leia (Gen. 22:12,18). Que lição de fé a de Abraão!
Agora medite: a fé verdadeira se manifesta de forma prática, o que você tem oferecido a Deus como fruto da sua fé? Pouca coisa? Quase nada? Não tem importância, Deus não está procurando “grandes coisas” ou “grandes homens”, pois não chamou a “faraó”, que sabia fazer pirâmides e sim a Abraão! Seja o que for, de que tamanho for, ofereça-se a Deus com fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus. Leia (Heb. 11:16).
Deus lhe abençoe neste dia.
(Meditações Diárias Anteriores disponíveis no site da Igreja Presbiteriana de Tambaú(www.iptambau.org.br)
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Sunday, March 11, 2007
Da Consistência
“O essencial na terra e no céu é que deve haver uma obediência consistente na mesma direção para que haja resultados e que isto sempre resultará no longo prazo em algo que faz a vida valer a pena”. Friedrich Nietzchie em Além do Bem e do MalConsistência é a minha palavra preferida do momento. Você já deve saber que aqueles que lidam com palavras – como é o meu caso – adotam palavras preferenciais de tempos em tempos, seja por hábito ou por descobertas interessantes sobre elas.
Consistência é a minha preferidinha porque fala de algo em desuso e consequentemente, em falta nestes tempos. Valor e uso são fatores muito próximos não apenas no campo da biologia, onde tudo que não se usa atrofia, mas também na linguagem, onde tudo que não se pratica também disto não se fala.
Na verdade, não sei dizer se a gente deixa de usar palavras e consequentemente, elas não são valorizadas, nem praticadas no dia-a-dia, ou se é o contrário. Porém, consistência é um caso que aponta para o desuso da prática como origem do desaparecimento no vocabulário cotidiano.
Este substantivo feminino que trata do que é homogêneo, coerente, firme, compacto e denso, também traduz a ausência de contradição e estabilidade de opinião que resultam em perda de credibilidade. É justamente num contexto social de vaporosidade que ela faz tanta falta.
As relações de hoje são fugidias. Os valores são trocados como peças de roupa. Os princípios são negociados nas gôndolas do mercado de valores da sociedade. Temos não apenas fast-food, mas também fast-sex, fast-devotions, fast-relationships. Enfim, tudo rápido e superficial. Gore Vidal diz que “a paixão da atualidade é para o que for imediato e casual”
No campo religioso, isto também não é diferente. Vivemos épocas de novidades religiosas atrativas para usuários e para a mídia. Um exemplo: quem chama mais a atenção não é uma igreja histórica que está a quase 150 anos no Brasil com uma longa folha de serviços religiosos, sociais e educacionais como a Igreja Presbiteriana do Brasil, mas uma igreja que começou ontem na esquina ali da rua que traz algumas novidades na sua aparência e prática externa e velhos vícios no seu núcleo de fé e de ética.
Mais preocupante ainda é quando esta in-consistência lhe afeta na sua espiritualidade. Eugene Peterson alerta-nos de que ser chamado por Cristo para ser discípulo e peregrino tem implicações relacionadas muito mais à consistência do que a qualquer outra “fast-virtue”.
Por isso, Ele afirma: “Quem quer vir após mim (ser discípulo), negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me”.
É este chamado que consistentemente Ele lhe tem feito? É nisto que você consistentemente tem se envolvido?
Com carinho,
Pastor Robinson
Saturday, March 10, 2007
Para meditar...
2 Crôn. 32:7
Bom dia! Estamos chegando ao final desta semana de meditações com a certeza de que Deus falou profundamente ao seu coração.
Hoje, no entanto, Ele ainda tem algo mais a ministrar-lhe.
Vamos esvaziá-lo de tudo o que é humano, carnal, material etc., para que Ele o encha de tudo o que é divino, espiritual!?!
Pois bem, oremos pedindo-lhe isto tudo!
No Novo Testamento uma expressão semelhante a esta que Ezequias usou diante dos exércitos de Senaqueribe é a famosa frase: “Se Deus é por nós, quem será contra nós”, usada por Paulo.
Falar tudo isto numa situação confortável é uma coisa relativamente fácil, confessar confiadamente tal convicção diante de um numeroso exército inimigo, contando apenas com alguns poucos homens mortos de medo, é outra história completamente diferente.
A questão que primeiramente se levanta é: ”Deus está realmente conosco? Temos esta certeza mesmo? E se Ele estiver jogando no outro time? E se nada representarmos para Ele a ponto de importunar-se a estar conosco?”
O fato é que realmente Deus se levanta para guerrear as nossas guerras sempre quando O reconhecemos como o único e insubstituível General da nossa vida. Chamá-lo como o se invoca um salva-vidas é a mesma coisa de solicitar uma divisão aerotransportada inteira para resolver uma pequena escaramuça de fronteira!
Deus não se mete nas nossas querelazinhas egoístas, mas guerreia as grandes batalhas nas quais tem propósito levar-nos a vencer!
Que tal cobrar ânimo como o povo de Israel diante destas palavras: “Sede fortes e corajosos, não temais nem vos assusteis... com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras”.
Deus lhe conceda vitória neste dia e no final de semana que se inicia. Amém!!!
Falar tudo isto numa situação confortável é uma coisa relativamente fácil, confessar confiadamente tal convicção diante de um numeroso exército inimigo, contando apenas com alguns poucos homens mortos de medo, é outra história completamente diferente.
A questão que primeiramente se levanta é: ”Deus está realmente conosco? Temos esta certeza mesmo? E se Ele estiver jogando no outro time? E se nada representarmos para Ele a ponto de importunar-se a estar conosco?”
O fato é que realmente Deus se levanta para guerrear as nossas guerras sempre quando O reconhecemos como o único e insubstituível General da nossa vida. Chamá-lo como o se invoca um salva-vidas é a mesma coisa de solicitar uma divisão aerotransportada inteira para resolver uma pequena escaramuça de fronteira!
Deus não se mete nas nossas querelazinhas egoístas, mas guerreia as grandes batalhas nas quais tem propósito levar-nos a vencer!
Que tal cobrar ânimo como o povo de Israel diante destas palavras: “Sede fortes e corajosos, não temais nem vos assusteis... com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras”.
Deus lhe conceda vitória neste dia e no final de semana que se inicia. Amém!!!
(picture by Fabio Monteiro - www.fgmonteiro.blogspot.com)
Para confiar...
Para pensar...
Friday, March 09, 2007
Descobri que sou católico....
Pelo menos no que se refere a alguns pontos de vista éticos. Creio que foi Francis Schaeffer que cunhou a expressão "cobeligerância ética" para explicar a defesa comum de determinados pontos de vista por parte de pessoas que necessariamente não compartilham de mesmas ideologias, cosmovisões, teologias etc.
A Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB) divulgou nota a respeito dos comentários irresponsáveis - ele estava falando de improviso de novo! - que o presidente Lula fêz sobre "o problema do uso dos preservativos" por ocasião do Dia Internacional da Mulher.
Na nota, os bispos tiram as palavras da minha boca e afirmam:
"Não somos hipócritas. Nem o fomos. Nem o seremos. Somos coerentes. A Igreja não concorda com a forma com que o Sr. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva abordou, no Rio de Janeiro, o problema do uso de preservativos. O modo de educar nossos jovens e adolescentes não pode ser feito com base da permissivismo, incitando-os a um comportamento desregrado. Precisamos educá-los baseados em bons princípios consistentes. Esta orientação cabe primeiro aos pais. O filho encontra na família a primeira e mais importante fonte de formação desses princípios e valores humanos. Quando os pais atuam assim, não estão sendo hipócritas. E a Igreja defende os direitos originários dos pais".
Se você ler post anterior em que defendo exatamente este ponto de vista verá que, neste aspecto, sou tão católico quanto os bispos brasileiros. Ou o contrário também pode ser verdade.
Alguém pode até argumentar: "E quando os pais não assumem este papel?" Ora, o que se espera do Estado, é que dê suporte aos pais ao cumprir suas funções básicas (segurança, educação, saúde etc.), porque, salvo raras excessões claramente patológicas, nenhum pai quer o mal do filho. Algumas famílias não dão porque não têm para dar e não têm para dar porque não receberam e não receberam porque tiveram que se matar para sobreviver e portanto, num conceito sobejamente explicado por Maslow, não tiveram tempo ou atenção para suprir outras demandas mais superiores na pirâmide das necessidades do ser humano.
Então, o esforço é conjunto, mas os papéis são definidos. Quem cria filhos são os pais ou responsáveis legais. Quem oferece condições e suporte para que isto aconteça num ambiente social minimamente organizado é o Estado. Outras organização como a igreja podem colaborar para formar, informar, orientar, propor direcionamentos e princípios, mediante a adesão de fé de cada um. E quando o Estado provê e os pais negligenciam, então cabe ao Estado assumir a guarda dos filhos para protegê-los.
Porém, quando se trata dessa questão sexual o atual governo quer logo tutelar a ação dos pais e isto por motivos ideológicos por causa de opiniões mais liberais dos atuais detentores do poder quando vão gerir as políticas públicas de natureza social (educação e saúde) do nosso país.
É gente que derrama uma dinheirama para apoiar determinadas causas e hostilizar outras. É uma ideologização terrível de funções sagradas e já estabelecidas a séculos e que sobrepassam partidarismos.
Mas, isto é assunto para outro post.... E eu que já havia prometido não ser tão polemista, hem?
A Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB) divulgou nota a respeito dos comentários irresponsáveis - ele estava falando de improviso de novo! - que o presidente Lula fêz sobre "o problema do uso dos preservativos" por ocasião do Dia Internacional da Mulher.
Na nota, os bispos tiram as palavras da minha boca e afirmam:
"Não somos hipócritas. Nem o fomos. Nem o seremos. Somos coerentes. A Igreja não concorda com a forma com que o Sr. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva abordou, no Rio de Janeiro, o problema do uso de preservativos. O modo de educar nossos jovens e adolescentes não pode ser feito com base da permissivismo, incitando-os a um comportamento desregrado. Precisamos educá-los baseados em bons princípios consistentes. Esta orientação cabe primeiro aos pais. O filho encontra na família a primeira e mais importante fonte de formação desses princípios e valores humanos. Quando os pais atuam assim, não estão sendo hipócritas. E a Igreja defende os direitos originários dos pais".
Se você ler post anterior em que defendo exatamente este ponto de vista verá que, neste aspecto, sou tão católico quanto os bispos brasileiros. Ou o contrário também pode ser verdade.
Alguém pode até argumentar: "E quando os pais não assumem este papel?" Ora, o que se espera do Estado, é que dê suporte aos pais ao cumprir suas funções básicas (segurança, educação, saúde etc.), porque, salvo raras excessões claramente patológicas, nenhum pai quer o mal do filho. Algumas famílias não dão porque não têm para dar e não têm para dar porque não receberam e não receberam porque tiveram que se matar para sobreviver e portanto, num conceito sobejamente explicado por Maslow, não tiveram tempo ou atenção para suprir outras demandas mais superiores na pirâmide das necessidades do ser humano.
Então, o esforço é conjunto, mas os papéis são definidos. Quem cria filhos são os pais ou responsáveis legais. Quem oferece condições e suporte para que isto aconteça num ambiente social minimamente organizado é o Estado. Outras organização como a igreja podem colaborar para formar, informar, orientar, propor direcionamentos e princípios, mediante a adesão de fé de cada um. E quando o Estado provê e os pais negligenciam, então cabe ao Estado assumir a guarda dos filhos para protegê-los.
Porém, quando se trata dessa questão sexual o atual governo quer logo tutelar a ação dos pais e isto por motivos ideológicos por causa de opiniões mais liberais dos atuais detentores do poder quando vão gerir as políticas públicas de natureza social (educação e saúde) do nosso país.
É gente que derrama uma dinheirama para apoiar determinadas causas e hostilizar outras. É uma ideologização terrível de funções sagradas e já estabelecidas a séculos e que sobrepassam partidarismos.
Mas, isto é assunto para outro post.... E eu que já havia prometido não ser tão polemista, hem?
Ish! Tô muito polemista!
Nem eu tô me aguentando. Polêmica demais, como diria figurinha carimbada da televisão do meu estado! A partir de amanhã, prometo me comportar e controlar minha soda cáustica.
Amor fraterno e o tabu do incesto.

Se Freud está certo, o que todo homem sempre desejou é matar o pai e dormir com a mãe. Como isso provocaria um bocado de confusão, a solução que a humanidade encontrou no curso de seu desenvolvimento foi produzir tabus sexuais que nos vedam determinadas mulheres, a começar da própria mãe.
Ainda bem que existe um “se”!
A proibição do incesto, em que pese a grande variabilidade da noção de parentesco, é um universal humano, isto é, está de alguma forma presente em todas as sociedades compostas por homens e mulheres.
É alentador saber que restou algum absoluto – aqui devidamente apelidado de “universal humano” – neste mundo pós-moderno.
Os alemães Patrick Stübing, 28, e Susan Karolewski, 21, não concordam muito com essa idéia. Eles são irmãos e reivindicam o direito de viver juntos como marido e mulher. Já têm quatro filhos, dois dos quais com problemas de saúde, muito embora não se possa precisar se tal condição se deve aos percalços à consangüinidade ou ao fato de os bebês terem nascido prematuros.
Estudos científicos exaustivos demonstram que a principal razão para problemas de saúde de nascituros é a consangüinidade, quando a relação é de irmãos.
O matrimônio está ameaçado pois Patrick, que já cumpriu 25 meses de cadeia por manter relações incestuosas, agora corre o risco de passar mais 30 meses no xilindró, uma vez que se recusa a interromper seu "casamento" com Susan, que também corre o risco de ser encarcerada. Ela já foi condenada uma vez a um ano, mas pôde cumprir a pena em liberdade. Na hipótese de uma segunda sentença, não terá direito ao benefício. Os irmãos agora pedem que a lei antiincesto seja declarada inconstitucional. Na semana passada, um tribunal determinou que o aprisionamento de Patrick seja suspenso até que a Corte Constitucional Federal dê seu veredicto.
Não vejo como deixar de dar razão aos irmãos. Daí não decorre que eu pretenda abolir a interdição do incesto e, com isso, solapar as bases da família, da moral e da civilização. O meu argumento é bem mais trivial: não cabe à lei positiva tentar fazer o que a cultura e/ou a biologia já praticamente garantem. Impor uma sanção penal a irmãos que mantenham relações sexuais é na esmagadora maioria das vezes ocioso. Disposições inatas ou coerções sociais existentes contra o incesto já eram eficazes muito antes do surgimento do primeiro tribunal. Mesmo nos casos em que a atração entre parentes próximos vence as barreiras da moral interna e da sociedade, não há razões para meter os transgressores na cadeia.
Vejamos, se entendi, o argumento: se algo é garantido pela cultura ou pela biologia – leia-se genética – então não há necessidade de norma social que o garanta?
Em outros termos, se algo é natural como... vejamos... só comer o que é necessário e não estragar o meio ambiente ou o equilíbrio ecológico ou promover sofrimento desnecessário a outras espécies – teria algo mais natural do que isto? – então, não precisaríamos de leis que restrinjam poluição, crueldade contra os animais etc e tal, porque “naturalmente” isto não ocorrerá! Fala sério!
Ok! Ok! A lei positiva não é necessária quando a coerção social e disposição inatas dão conta do recado. Mas, aí surge outro problema: o argumento não é que a norma espelha a sociedade ou a cultura, então se já há consenso na cultura – como é o nome mesmo? Ah! Sim! “Universal Humano”! – então porque não cristalizá-lo na norma?
E por que metê-los na cadeia? Sem dúvida que a restrição da liberdade deveria ser última instância. Ou penúltima, diante da viabilidade da pena de morte. Porém, não haveria em pleno estado de direitos outras “penas”? Certamente que sim! Então, não vamos puxar no azeite e sal, nem realçar tintas fortes num quadro sombrio de aprisionamento em relação a uma questão já propensa a emocionalismos descabidos.
A saga de Patrick e Susan, que chocou a Alemanha e ganhou as manchetes em todo o mundo, é, num determinado nicho --o de parentes que foram criados separadamente e depois se reencontram--, bastante comum. E Patrick e Susan não cresceram juntos. Ele foi entregue para adoção antes de ela nascer e só vieram a conhecer-se quando contavam com 23 e 16 anos respectivamente. Sabendo que era adotado, um dia ele decidiu procurar sua família biológica. Encontrou a mãe e Susan e passou a viver com as duas. Pouco depois, a matriarca morreu, mas ele continuou coabitando com a irmã.
Ao que tudo indica, operou aqui o que alguns psicólogos e psiquiatras chamam de Atração Sexual Genética (GSA). O conceito ainda é polêmico nos meios médicos. Existe um único trabalho acadêmico a respeito e de escopo bastante modesto. O fato, já há tempos atestado por profissionais que trabalham com agências de adoção, é que um número desproporcionalmente alto de parentes que se reencontram em idade adulta acaba desenvolvendo sentimentos obsessivos em relação ao genitor ou irmão, que freqüentemente assumem caráter sexual. Segundo registros informais, a GSA ocorre em até metade dos casos de reunião familiar.
Ora, ora, ora... Quando eu leio alguém esgrimindo um argumento pretensamente científico baseado num único trabalho genético, eu começo a rir da seriedade de quem escreve, mesmo que seja um sujeito do calibre de Hélio Schwartsman. Deve ser “hidden agenda”. Everybody has one! Ok! Vamos hipoteticamente assumir que existiria exaustiva comprovação da GSA (sic!), então admitir que estes sentimentos são “obsessivos” (vide DSM-IV) não ajuda muito à causa.
Não é muito difícil encontrar uma lógica genética para esse suposto fenômeno. Basicamente, os genes que definem as características físicas e psicológicas distintivas de um indivíduo costumam vir pareados com os genes que fazem com que ele manifeste preferência por esses mesmos atributos em outras pessoas. Parentes próximos teriam, portanto, maiores chances de sentirem-se atraídos um pelo outro --mais ou menos como queria Freud.
Aqui vamos nós de novo! Genética não é destino, caro amigo!
Sabemos, entretanto, que o mundo não é um imenso berçário de rebentos incestuosos. Isso porque, em circunstâncias normais, ou seja, naquelas em que irmãos são criados juntos, o mecanismo da atração é de algum modo desligado. Aqui Freud sai de cena para dar lugar a um contemporâneo seu menos ilustre: o antropólogo finlandês Edward Westermarck, para quem o excesso de familiaridade apaga qualquer traço de desejo sexual --o exato oposto do que dizia o psicanalista austríaco.
Por incrível que pareça as duas interpretações não são necessariamente excludentes. O papel que Freud atribuiu à repressão social --à Lei-- pode ser, na verdade, uma manifestação do efeito Westermarck, pelo qual a aversão sexual por parentes seria um mecanismo biológico inato, disparado pela convivência próxima. As teorias do finlandês encontram respaldo em descrições de casos de crianças sem laços biológicos criadas juntas em "kibbutzim" israelenses. Contrariando as expectativas de pais e educadores, elas desenvolveram o que parece ser uma repulsa por relacionamento sexual com membros do grupo, que acabam sendo encarados como irmãos.
Difícil é levar este argumento às últimas conseqüências e tentar explicar como então grupos sociais têm tendência de formar um cordão de isolamento que conduz seus elementos a relações intragrupais e isto por várias gerações e com exemplos em todas as latitudes e longitudes e em todos os tempos. Por falar nisto, não era essa pureza “racial” que faz com que judeus e nazistas acabem sendo, neste ponto, mais semelhantes do que diferentes? Ih! Desculpe! Este é um tabu muito mais difícil do que o do incesto. Falta pouco para alguém me rotular de “anti-semitismo”!
Seria interessante tentar estabelecer se é Freud ou Westermarck quem tem razão. A questão tem evidente valor acadêmico, mas ainda é necessária muita pesquisa antes de um juízo mais definitivo. Na prática, porém, não faz muita diferença se o horror ao incesto tem base biológica, cultural ou de ambas. O fato é que, em circunstâncias normais, ele existe. Que o digam Édipo e Jocasta que se auto-infligiram os piores castigos imagináveis por terem dormido um com o outro mesmo ignorando a condição de filho e mãe. Definitivamente, o homem já vem de fábrica com um poderoso "hardware" moral.
Ulalá! A coisa está ficando maravilhosa! Como é mesmo? “Definitivamente, o homem já vem de fábrica com um poderoso ‘hardware’ moral”. Isto é incrível! Só falta fazer coro a Aquino e chamar de “consciência moral” ou sofisticá-lo, latinamente, e chamá-lo de “imago Dei”!
Nesse contexto, em que a consciência de cada um normalmente já se encarrega de castigar com severidade até mesmo pensamentos incestuosos, torna-se ridículo impor também penas de prisão. Essas regras não passam de fósseis jurídicos dos quais poderíamos perfeitamente nos livrar. Boa parte do mundo, aliás, já o fez. Mesmo o Brasil, que costuma ser atrasado nessas coisas, já há muito deixou de punir o incesto. Embora a lei não permita que parentes próximos se casem "de papel passado", não há norma que impeça dois adultos, sejam irmãos ou pais e filhos, de manter relações sexuais consentidas. Outras nações que revogaram disposições antiincesto incluem França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Portugal, Turquia, Japão e Argentina.
No caso específico da Alemanha, a regra foi introduzida no pacote de leis de eugenia baixado pelos nazistas e jamais foi revogada. Esse passado pouco abonador tende a ajudar os irmãos em seu pleito. À parte a pátria de Goethe, é no mundo anglo-saxônico que as normas contra o incesto vicejam com mais força. Elas seguem firmes no Reino Unido e na maior parte dos Estados norte-americanos. Entretanto, é na Austrália que elas atingem o paroxismo. Ali, a conjunção carnal com um parente próximo é considerada crime equiparável ao de homicídio doloso, com pena de até 25 anos de reclusão. Não me perguntem pelo porquê de tamanho rigor.
Pode-se, é claro, argumentar que relações sexuais incestuosas devem ser objeto de regulação legal porque aumentam significativamente a chance de produzir bebês com problemas genéticos. É verdade, mas as leis antiincesto não vedam a procriação, só o sexo. A legislação alemã, por exemplo, embora pretenda proibir Patrick e Susan de dormir juntos, não impede que uma mulher seja inseminada artificialmente com gametas do irmão, do pai etc. No mais, o risco é parcialmente contornável com aconselhamento genético, modernas técnicas de seleção de embrião e aborto, nos países em que é permitido. O problema da consangüinidade também existe entre primos, que, entretanto, podem se casar sem obstáculos legais na maior parte do mundo.
Ora, ora, então, se exclui causa secundária, mesmo se mantendo a causa primária. Que falácia! Se a lei não veda a procriação, mas o sexo, então se deduz que pode haver a procriação sem sexo, o que, obviamente, é uma possibilidade da tecnologia da fecundação há muito tempo, mas que não evita o senão genético da lei, que é justamente o de não gerar filhos com defeitos genéticos. O argumento auxiliar dos primos usado pelo articulista não se sustenta também, porque a consangüinidade entre primos é muito mais suave do que entre irmãos, pela lógica sonora de que 1 + 1 é diferente de 2 + 2, isto é, duas “matrizes” genéticas no caso de irmãos têm maior semelhança genética do que quatro matrizes genéticas no caso de primos. Não sei se é matemática pura, mas é a metade das possibilidades!
Embora eu tenha defendido aqui que não faz sentido punir legalmente o incesto, não estou de forma alguma sugerindo que se deva derrubar essa barreira como uma manifestação da "moral pequeno-burguesa". Muito pelo contrário, o tabu do incesto é um dos principais traços que distinguem homens de animais.
Pronto! Fechou o firo! Não somos animais! Até que enfim, alguém admitiu a obviedade. Não posso sair por aí tendo intercurso sexual com bicho, com irmão, com ... bem não vou nem continuar a lista, senão vou ser bombardeado com recados “alegres” e furiosos! Mas, a verdade é que nesta era da primazia genética já estava com medo de dizer a verdade simples: “Somos animais, pero no mucho!” Ou melhor, “pero no apenas”!
Diferentes escolas de pensamento apresentam variadas interpretações para o fenômeno. Os sociobiólogos, por exemplo, enfatizam a questão genética. Populações com altas taxas de casamentos consangüíneos acabam tendo seu sucesso reprodutivo reduzido, pois o "pool" de genes favorece o aparecimento de doenças fatais. Já as correntes antropológicas apontam para o fato de que a interdição leva à exogamia, que é uma forma de forjar alianças políticas com outros grupos, reforçando o poder de ambos. Outros intérpretes sustentam que as interdições sexuais têm a função de definir com mais clareza o papel social de cada indivíduo. Seria de fato uma confusão se alguém ocupasse simultaneamente a posição de filho e marido, o que implicaria ser também e ao mesmo tempo irmão e pai. Vale notar que essas, e várias outras explicações, não se excluem. Ao contrário, reforçam umas às outras.
Podemos dividir as leis relativas à conduta sexual em três categorias: as que visam a proteger o indivíduo, como as normas antiestupro; as que buscam preservar o pudor público, como a proibição de fazer sexo no meio da rua; e as que pretendem preservar a moral individual, a exemplo das regras contra o incesto. Enquanto as duas primeiras precisam ser preservadas, a terceira é inteiramente inútil. Advogar o contrário é sugerir que o Estado pode aprovar leis contra o homossexualismo ou, como fazem vários Estados dos EUA, contra sexo anal, oral etc. Ora, o que dois adultos fazem de comum acordo entre quatro paredes é assunto que só diz respeito a eles.
Sugiro apenas ao casal alemão e a outros incestuosos apaixonados que tomem o cuidado de evitar filhos, o único corpo de delito capaz de provar seu "crime".
A minha sugestão é outra: que assumam o culturalismo tão caro aos germânicos e simplesmente, “resolvam” amar e viver com outras pessoas, visto que, esta é uma opção culturalmente determinada. Amar não é paixão, meu caro Schwartsman!
Hélio Schwartsman, 41, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.
Ainda bem que existe um “se”!
A proibição do incesto, em que pese a grande variabilidade da noção de parentesco, é um universal humano, isto é, está de alguma forma presente em todas as sociedades compostas por homens e mulheres.
É alentador saber que restou algum absoluto – aqui devidamente apelidado de “universal humano” – neste mundo pós-moderno.
Os alemães Patrick Stübing, 28, e Susan Karolewski, 21, não concordam muito com essa idéia. Eles são irmãos e reivindicam o direito de viver juntos como marido e mulher. Já têm quatro filhos, dois dos quais com problemas de saúde, muito embora não se possa precisar se tal condição se deve aos percalços à consangüinidade ou ao fato de os bebês terem nascido prematuros.
Estudos científicos exaustivos demonstram que a principal razão para problemas de saúde de nascituros é a consangüinidade, quando a relação é de irmãos.
O matrimônio está ameaçado pois Patrick, que já cumpriu 25 meses de cadeia por manter relações incestuosas, agora corre o risco de passar mais 30 meses no xilindró, uma vez que se recusa a interromper seu "casamento" com Susan, que também corre o risco de ser encarcerada. Ela já foi condenada uma vez a um ano, mas pôde cumprir a pena em liberdade. Na hipótese de uma segunda sentença, não terá direito ao benefício. Os irmãos agora pedem que a lei antiincesto seja declarada inconstitucional. Na semana passada, um tribunal determinou que o aprisionamento de Patrick seja suspenso até que a Corte Constitucional Federal dê seu veredicto.
Não vejo como deixar de dar razão aos irmãos. Daí não decorre que eu pretenda abolir a interdição do incesto e, com isso, solapar as bases da família, da moral e da civilização. O meu argumento é bem mais trivial: não cabe à lei positiva tentar fazer o que a cultura e/ou a biologia já praticamente garantem. Impor uma sanção penal a irmãos que mantenham relações sexuais é na esmagadora maioria das vezes ocioso. Disposições inatas ou coerções sociais existentes contra o incesto já eram eficazes muito antes do surgimento do primeiro tribunal. Mesmo nos casos em que a atração entre parentes próximos vence as barreiras da moral interna e da sociedade, não há razões para meter os transgressores na cadeia.
Vejamos, se entendi, o argumento: se algo é garantido pela cultura ou pela biologia – leia-se genética – então não há necessidade de norma social que o garanta?
Em outros termos, se algo é natural como... vejamos... só comer o que é necessário e não estragar o meio ambiente ou o equilíbrio ecológico ou promover sofrimento desnecessário a outras espécies – teria algo mais natural do que isto? – então, não precisaríamos de leis que restrinjam poluição, crueldade contra os animais etc e tal, porque “naturalmente” isto não ocorrerá! Fala sério!
Ok! Ok! A lei positiva não é necessária quando a coerção social e disposição inatas dão conta do recado. Mas, aí surge outro problema: o argumento não é que a norma espelha a sociedade ou a cultura, então se já há consenso na cultura – como é o nome mesmo? Ah! Sim! “Universal Humano”! – então porque não cristalizá-lo na norma?
E por que metê-los na cadeia? Sem dúvida que a restrição da liberdade deveria ser última instância. Ou penúltima, diante da viabilidade da pena de morte. Porém, não haveria em pleno estado de direitos outras “penas”? Certamente que sim! Então, não vamos puxar no azeite e sal, nem realçar tintas fortes num quadro sombrio de aprisionamento em relação a uma questão já propensa a emocionalismos descabidos.
A saga de Patrick e Susan, que chocou a Alemanha e ganhou as manchetes em todo o mundo, é, num determinado nicho --o de parentes que foram criados separadamente e depois se reencontram--, bastante comum. E Patrick e Susan não cresceram juntos. Ele foi entregue para adoção antes de ela nascer e só vieram a conhecer-se quando contavam com 23 e 16 anos respectivamente. Sabendo que era adotado, um dia ele decidiu procurar sua família biológica. Encontrou a mãe e Susan e passou a viver com as duas. Pouco depois, a matriarca morreu, mas ele continuou coabitando com a irmã.
Ao que tudo indica, operou aqui o que alguns psicólogos e psiquiatras chamam de Atração Sexual Genética (GSA). O conceito ainda é polêmico nos meios médicos. Existe um único trabalho acadêmico a respeito e de escopo bastante modesto. O fato, já há tempos atestado por profissionais que trabalham com agências de adoção, é que um número desproporcionalmente alto de parentes que se reencontram em idade adulta acaba desenvolvendo sentimentos obsessivos em relação ao genitor ou irmão, que freqüentemente assumem caráter sexual. Segundo registros informais, a GSA ocorre em até metade dos casos de reunião familiar.
Ora, ora, ora... Quando eu leio alguém esgrimindo um argumento pretensamente científico baseado num único trabalho genético, eu começo a rir da seriedade de quem escreve, mesmo que seja um sujeito do calibre de Hélio Schwartsman. Deve ser “hidden agenda”. Everybody has one! Ok! Vamos hipoteticamente assumir que existiria exaustiva comprovação da GSA (sic!), então admitir que estes sentimentos são “obsessivos” (vide DSM-IV) não ajuda muito à causa.
Não é muito difícil encontrar uma lógica genética para esse suposto fenômeno. Basicamente, os genes que definem as características físicas e psicológicas distintivas de um indivíduo costumam vir pareados com os genes que fazem com que ele manifeste preferência por esses mesmos atributos em outras pessoas. Parentes próximos teriam, portanto, maiores chances de sentirem-se atraídos um pelo outro --mais ou menos como queria Freud.
Aqui vamos nós de novo! Genética não é destino, caro amigo!
Sabemos, entretanto, que o mundo não é um imenso berçário de rebentos incestuosos. Isso porque, em circunstâncias normais, ou seja, naquelas em que irmãos são criados juntos, o mecanismo da atração é de algum modo desligado. Aqui Freud sai de cena para dar lugar a um contemporâneo seu menos ilustre: o antropólogo finlandês Edward Westermarck, para quem o excesso de familiaridade apaga qualquer traço de desejo sexual --o exato oposto do que dizia o psicanalista austríaco.
Por incrível que pareça as duas interpretações não são necessariamente excludentes. O papel que Freud atribuiu à repressão social --à Lei-- pode ser, na verdade, uma manifestação do efeito Westermarck, pelo qual a aversão sexual por parentes seria um mecanismo biológico inato, disparado pela convivência próxima. As teorias do finlandês encontram respaldo em descrições de casos de crianças sem laços biológicos criadas juntas em "kibbutzim" israelenses. Contrariando as expectativas de pais e educadores, elas desenvolveram o que parece ser uma repulsa por relacionamento sexual com membros do grupo, que acabam sendo encarados como irmãos.
Difícil é levar este argumento às últimas conseqüências e tentar explicar como então grupos sociais têm tendência de formar um cordão de isolamento que conduz seus elementos a relações intragrupais e isto por várias gerações e com exemplos em todas as latitudes e longitudes e em todos os tempos. Por falar nisto, não era essa pureza “racial” que faz com que judeus e nazistas acabem sendo, neste ponto, mais semelhantes do que diferentes? Ih! Desculpe! Este é um tabu muito mais difícil do que o do incesto. Falta pouco para alguém me rotular de “anti-semitismo”!
Seria interessante tentar estabelecer se é Freud ou Westermarck quem tem razão. A questão tem evidente valor acadêmico, mas ainda é necessária muita pesquisa antes de um juízo mais definitivo. Na prática, porém, não faz muita diferença se o horror ao incesto tem base biológica, cultural ou de ambas. O fato é que, em circunstâncias normais, ele existe. Que o digam Édipo e Jocasta que se auto-infligiram os piores castigos imagináveis por terem dormido um com o outro mesmo ignorando a condição de filho e mãe. Definitivamente, o homem já vem de fábrica com um poderoso "hardware" moral.
Ulalá! A coisa está ficando maravilhosa! Como é mesmo? “Definitivamente, o homem já vem de fábrica com um poderoso ‘hardware’ moral”. Isto é incrível! Só falta fazer coro a Aquino e chamar de “consciência moral” ou sofisticá-lo, latinamente, e chamá-lo de “imago Dei”!
Nesse contexto, em que a consciência de cada um normalmente já se encarrega de castigar com severidade até mesmo pensamentos incestuosos, torna-se ridículo impor também penas de prisão. Essas regras não passam de fósseis jurídicos dos quais poderíamos perfeitamente nos livrar. Boa parte do mundo, aliás, já o fez. Mesmo o Brasil, que costuma ser atrasado nessas coisas, já há muito deixou de punir o incesto. Embora a lei não permita que parentes próximos se casem "de papel passado", não há norma que impeça dois adultos, sejam irmãos ou pais e filhos, de manter relações sexuais consentidas. Outras nações que revogaram disposições antiincesto incluem França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Portugal, Turquia, Japão e Argentina.
No caso específico da Alemanha, a regra foi introduzida no pacote de leis de eugenia baixado pelos nazistas e jamais foi revogada. Esse passado pouco abonador tende a ajudar os irmãos em seu pleito. À parte a pátria de Goethe, é no mundo anglo-saxônico que as normas contra o incesto vicejam com mais força. Elas seguem firmes no Reino Unido e na maior parte dos Estados norte-americanos. Entretanto, é na Austrália que elas atingem o paroxismo. Ali, a conjunção carnal com um parente próximo é considerada crime equiparável ao de homicídio doloso, com pena de até 25 anos de reclusão. Não me perguntem pelo porquê de tamanho rigor.
Pode-se, é claro, argumentar que relações sexuais incestuosas devem ser objeto de regulação legal porque aumentam significativamente a chance de produzir bebês com problemas genéticos. É verdade, mas as leis antiincesto não vedam a procriação, só o sexo. A legislação alemã, por exemplo, embora pretenda proibir Patrick e Susan de dormir juntos, não impede que uma mulher seja inseminada artificialmente com gametas do irmão, do pai etc. No mais, o risco é parcialmente contornável com aconselhamento genético, modernas técnicas de seleção de embrião e aborto, nos países em que é permitido. O problema da consangüinidade também existe entre primos, que, entretanto, podem se casar sem obstáculos legais na maior parte do mundo.
Ora, ora, então, se exclui causa secundária, mesmo se mantendo a causa primária. Que falácia! Se a lei não veda a procriação, mas o sexo, então se deduz que pode haver a procriação sem sexo, o que, obviamente, é uma possibilidade da tecnologia da fecundação há muito tempo, mas que não evita o senão genético da lei, que é justamente o de não gerar filhos com defeitos genéticos. O argumento auxiliar dos primos usado pelo articulista não se sustenta também, porque a consangüinidade entre primos é muito mais suave do que entre irmãos, pela lógica sonora de que 1 + 1 é diferente de 2 + 2, isto é, duas “matrizes” genéticas no caso de irmãos têm maior semelhança genética do que quatro matrizes genéticas no caso de primos. Não sei se é matemática pura, mas é a metade das possibilidades!
Embora eu tenha defendido aqui que não faz sentido punir legalmente o incesto, não estou de forma alguma sugerindo que se deva derrubar essa barreira como uma manifestação da "moral pequeno-burguesa". Muito pelo contrário, o tabu do incesto é um dos principais traços que distinguem homens de animais.
Pronto! Fechou o firo! Não somos animais! Até que enfim, alguém admitiu a obviedade. Não posso sair por aí tendo intercurso sexual com bicho, com irmão, com ... bem não vou nem continuar a lista, senão vou ser bombardeado com recados “alegres” e furiosos! Mas, a verdade é que nesta era da primazia genética já estava com medo de dizer a verdade simples: “Somos animais, pero no mucho!” Ou melhor, “pero no apenas”!
Diferentes escolas de pensamento apresentam variadas interpretações para o fenômeno. Os sociobiólogos, por exemplo, enfatizam a questão genética. Populações com altas taxas de casamentos consangüíneos acabam tendo seu sucesso reprodutivo reduzido, pois o "pool" de genes favorece o aparecimento de doenças fatais. Já as correntes antropológicas apontam para o fato de que a interdição leva à exogamia, que é uma forma de forjar alianças políticas com outros grupos, reforçando o poder de ambos. Outros intérpretes sustentam que as interdições sexuais têm a função de definir com mais clareza o papel social de cada indivíduo. Seria de fato uma confusão se alguém ocupasse simultaneamente a posição de filho e marido, o que implicaria ser também e ao mesmo tempo irmão e pai. Vale notar que essas, e várias outras explicações, não se excluem. Ao contrário, reforçam umas às outras.
Podemos dividir as leis relativas à conduta sexual em três categorias: as que visam a proteger o indivíduo, como as normas antiestupro; as que buscam preservar o pudor público, como a proibição de fazer sexo no meio da rua; e as que pretendem preservar a moral individual, a exemplo das regras contra o incesto. Enquanto as duas primeiras precisam ser preservadas, a terceira é inteiramente inútil. Advogar o contrário é sugerir que o Estado pode aprovar leis contra o homossexualismo ou, como fazem vários Estados dos EUA, contra sexo anal, oral etc. Ora, o que dois adultos fazem de comum acordo entre quatro paredes é assunto que só diz respeito a eles.
Sugiro apenas ao casal alemão e a outros incestuosos apaixonados que tomem o cuidado de evitar filhos, o único corpo de delito capaz de provar seu "crime".
A minha sugestão é outra: que assumam o culturalismo tão caro aos germânicos e simplesmente, “resolvam” amar e viver com outras pessoas, visto que, esta é uma opção culturalmente determinada. Amar não é paixão, meu caro Schwartsman!
Hélio Schwartsman, 41, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.
Robinson Grangeiro, 41, é um leitor metido a besta que gosta de azucrinar escritores de textos relaxados.
Thursday, March 08, 2007
Eu não disse!!??

No penúltimo post falei do caminho cultural hegemônico da mulher sobre o homem e depois de ler fiquei pensando se não havia exagerado nas tintas.
Mas, eis que me deparo com essa "pérola" que transcrevo a seguir e então, não resta dúvida: tá dominado, tá tudo dominado!
E ainda tinha gente que pensava que elas só queriam mesmos salários, direito de abortar e de trair...
Sexos em rota de colisão “Homens são um luxo, como sorvetes”, declara Maureen Dowd, a temida colunista do NYT, em entrevista exclusiva para o Portal Estadão. Mas você viveria sem sorvete?
Lola Felix
SÃO PAULO - Você viveria sem sorvete? E sem chocolate? Talvez seja exatamente esse o valor do sexo masculino para as mulheres das próximas décadas. Alguns machos, é claro, valem menos do que um picolé de fruta bem aguado, mas a colunista de política Maureen Dowd, do New York Times, acha que os homens são necessários, embora seu livro ‘Os homens são necessários? Quando os sexos entram em choque’ (Nova Fronteira, R$ 32) pareça dizer o contrário muitas vezes.
Vencedora do prêmio Pulitzer, bonita, influente (é a única mulher a escrever uma coluna semanal na página de opinião do jornal), Dowd passa boa parte das 268 páginas tentando encontrar justificativas para a existência do sexo masculino. Fala de ciência ao retratar o suposto ocaso do cromossomo Y, dos avanços dermatológicos que transformam a mulher em uma Barbie indesejável e até do seu azar no amor – Dowd tem certeza de que, se não tivesse todo o sucesso profissional que tem, a história seria bem diferente.
O que a mulher quer do homem?
Minha mãe, que amava os homens, costumava dizer, brincando, que a mulher precisava deles para “procriar e carregar peso”. No século 21, a mulher já não precisa do homem para a reprodução e para pagar as contas, se manter financeiramente, sustentar a casa. Durante as longas e sombrias eras de patriarcado absoluto, a mulher aceitou trocar beleza e sexo por riqueza e status. Hoje, a mulher pode conquistar riqueza e status por conta própria. Como disse a brilhante Nathalie Angier, que escreve sobre biologia para o New York Times, “a fêmea primata tem dois objetivos. Controlar a reprodução e ter acesso a recursos”.
Como o homem encara isso?
Como uma ameaça. Quando lê sobre a decadência do cromossomo Y e sobre butiques de clonagem e congelamento de óvulos o homem fica com medo de se tornar irrelevante. Acho, porém, que a coisa toda é positiva para o homem. Até podemos não precisar mais dele, mas queremos o homem – e não só como fornecedor de espermas, como teme Norman Mailer. O homem não é uma necessidade científica, nem financeira. É um artigo de luxo, como um sorvete. E isso vai apimentar ainda mais a dança dos sexos. Como disse o geneticista britânico Steve Jones, a ciência jamais desbancará o desejo. As pessoas só procuram o tubo de ensaio quando a cama de casal não funciona. Não conheço ninguém que vá primeiro ao laboratório. As pessoas continuam fazendo sexo porque é gostoso.
Por que a mulher não reclamava tanto do homem no tempo das nossas avós?
Acho que as mulheres sempre reclamaram dos homens, mesmo de maneira mais discreta. Uma pessoa totalmente dependente pode se tornar rancorosa – porque, se é infeliz, não tem como escapar. Quem banca a própria vida tem a liberdade de sair fora da relação a qualquer momento.
Quem a mulher quer agradar ao cuidar tanto da própria aparência? O homem ou outras mulheres?
Diria que ambos. Agora que a mulher tem todo um aparato dermatológico para ficar parecida com uma Barbie, muitas querem usá-lo para atrair o sexo oposto, ainda que isso crie uma "seleção nada natural", já que o homem não sabe mais qual a idade da mulher, ou que genes ela realmente traz. Pat Wexler, dermatologista de ricos e famosos em Nova York (e que sempre está sugando ou injetando gordura), diz que “no frigir dos ovos, a mulher não faz isso tudo só para o homem, mas para ela mesma. Estamos realizando a fantasia da boneca Barbie com a qual brincávamos quando meninas. Tem a ver com nossa autoestima”. O irônico é que segundo alguns editores de revistas masculinas como a Maxim, parte dos leitores está frustrado com a transformação das namoradas em deusas do sexo. Segundo me explicou um editor, a Pamela Anderson devia ser aquela fantasia proibida, não a mulher de carne e osso em casa.
Como seria o homem perfeito para a mulher de hoje?
O homem perfeito é confiante e tem um ótimo senso de humor. Assim, pode rir com você dessa zorra dos sexos em vez de se sentir ameaçado ou levar a coisa a sério demais.
A mulher precisa imitar o homem para vencer?
Não. Foi aí que o feminismo errou, lá atrás – quando a mulher tentou imitar o homem em tudo, da roupa ao trabalho, passando pelo sexo. Depois de uma década se vestindo como um zagueiro e acatando a máxima de Gloria Steinem de que “A mulher precisa do homem assim como o peixe precisa da bicicleta”, muitas mulheres se deram conta de que queriam ser femininas e moldar o mundo segundo seus desejos, ainda que isso significasse gostar de coisas criticadas pelas feministas como fúteis – salto alto, lingerie, revistas de noivas.
O editor do nosso website disse que os homens são necessários para admirar mulheres como a senhora. Seria uma boa razão para a existência masculina, ou só um elogio?
Definitivamente um elogio e uma boa razão para a existência masculina!
Mas a mulher pode desejar os mesmos direitos do homem e a beleza ao mesmo tempo?
Não só pode, como deve. Imaginar que não poderia é uma idéia do século passado.
Para encerrar, o homem é necessário?
Embora ao ler o título do livro os homens já saiam achando que a resposta é não, é claro que é sim. Mesmo que seja para diversão!
Mulher, celebrações e desafios




Num dia como o de hoje - Dia Internacional da Mulher - a gente que escreve aqui e acolá algumas mal traçadas linhas muito mais por prazer e pretensão de ser ouvido, do que necessariamente por algum arroubo de ser original, fica meio que numa encruzilhada.
Num certo sentido há muito que celebrar. Noutro, muito que lamentar. E eu nem estou falando de celebrar "as grandes conquistas do feminismo" e dos novos espaços regiamente ocupados pela mulher neste século XXI, nem de lamentar que muitos dos seus direitos ainda são vituperados e vilipendiados mundão afora. Sobre isso eu acho que muita gente vai escrever e certamente com muito mais propriedade do que eu.
Todavia, o que realmente me atrai a atenção é quando eu leio coisas como as escritas por Alain Touraine, o renomado autor de "Um novo paradigma para compreender o mundo de hoje" (Petrópolis: Vozes, 2006) e "Le Monde des Femmes". (Paris: Fayard, 2006.)
Nele, Touraine afirma que atualmente no que se refere à mulher “o tema da sexualidade ocupa o lugar central, que era antes, na sociedade industrial, o trabalho” e que o desafio é "compreender por que as mulheres estão na origem da nova sociedade e da nova cultura que se forma sob nossos olhos”, pois "são as mulheres que inventaram uma sociedade situada além da separação dos homens e das mulheres”.
Obviamente que todos sabem que o o movimento feminista foi inicialmente político, para obter o direito de voto para as mulheres e que só em seguida, o objetivo principal se tornou a liberdade cultural da mulher, em particular naquilo que concerne ao seu corpo e assim as mulheres têm adquirido hoje uma posição dominante numa nova posição da cultura.
Aí começo a me questionar se é bom negócio para a humanidade trocar a ditadura machista pela novel ditadura feminista. Fica parecendo aquela alternância de ditadores em republiquetas de bananas da América Latina ou da África. O horror continua o mesmo, apenas muda o nome do mandante.
Para ele, este perigo não existe pois "a sociedade dos homens tende a dar a prioridade à conquista do mundo", enquanto que "as mulheres envolvem totalmente a sociedade em direção a uma nova prioridade, a da construção de si própria. Mais precisamente, quando a sociedade masculina impulsionava ao máximo a polarização da sociedade entre uma elite e uma massa, as mulheres procuram reunificar os elementos que foram separados: vida pública e vida privada; sexualidade e espírito".
Embora tanta ingenuidade e idealismo de Touraine logo se esvae quando reconhece que "É bem claro que são hoje as mulheres que tomam a palavra e que os homens, ou se calam, ou aprovam a linguagem das mulheres". O que apenas confirma meus presságios: em gerações futuras, o que se descortina é uma organização apicultural, isto é, uma abelha-rainha e um exército de machos prontos para procriar e para defendê-la. Triste fim para os homo seculorum ventuno!
Esta evolução que ele considera rápida "separará condutas sexuais sempre mais diversificadas e a construção da vida familiar, tomando, ela própria, formas muito diversificadas. A relativa facilidade com a qual se avança para o reconhecimento do casamento homossexual indica que as barreiras tradicionais se enfraqueceram consideravelmente", portanto, minhas reflexões não estão tão sozinhas assim.
Enfim, celebrar a restauração de uma mulher crida à imagem e semelhança de Deus tanto quanto o homem o foi me parece cada vez mais difícil num contexto cultural em que já começa a se situar entre Deus e o homem. Se cuida Deus!
Às mulheres da minha vida - mãe, irmãs, esposa, filha, tias, avós, primas, sobrinhas, cunhadas, colegas, amigas, ovelhas - meu cumprimento mais uma vez extasiado diante não apenas da beleza física tão decantada, mas pela coragem e fibra, pela justiça e integridade, pelo amor e dedicação, pela inteligência e sabedoria... pela feminilidade jamais disponível a nós, simplesmente homens!
Wednesday, March 07, 2007
Outro exemplo...

Quer ver outro exemplo na mesma revista? Esse articulista aqui é notorialmente avesso e inimigo ferrenho de qualquer coisa que cheire a religiosidade, a cristianismo, ética cristã etc. Estou falando de André Petry.
A propósito de "louvar" a coragem e clareza do Governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral quando defendeu a legalização das drogas e do aborto, o articulista aproveita para abrir espaço para tratar da relação do governador com os religiosos - o que, sem dúvida, seria uma pergunta óbvia para qualquer jornalista - e então comenta no final que "é um alento ouvir um governador dizer claramente que defende a legalização do aborto e das drogas".
O mais interessante é que o único argumento "científico" citado pelo Governador e corroborado por Petry é de natureza econômica a partir de um ponto de vista do economista Steven Levitt no seu livro "Freakonomics".
Em resumo, ele defende que a aprovação do aborto impede o nascimento de filhos indesejados, principalmente, de mães pobres e solteiras, que pelo ambiente familiar desestruturado, teriam maior possibilidade de se envolver com o crime. E conclui, candidamente, "como não nasceram, vinte anos depois a criminalidade nos EUA caiu".
A ressalva esquisita e ilógica do articulista é que "nem o governador, nem ninguém defende legalizar o aborto como medida de combate ao crime".
Ora, ora, se o argumento não serve, então é usado para quê!? Se a inferência lógica de qualquer um ao ouvir esta argumentação não fosse que é melhor impedir que crianças nasçam do que deixá-las futuramente ser criminosas, então o que é que se está dizendo e com que objetivo esse argumentado foi esgrimado?
Eu vou dizer o porquê. É porque não há nenhum estudo científico que comprove essa tese de Freakonomics! O argumento tem sido usado por proponentes de uma visão eticamente mais liberal em questões como o aborto e a legalização das drogas e - suspeito eu - por governantes que preferem o caminho mais fácil ao mais difícil dos seus deveres, que é o de governar com justiça e coragem.
E mais: quem prova que filhos indesejados de mães pobres e solteiras são mais propensos ao crime e por isso deveria se propor uma eugenia simulacra de prevenção à criminalidade, especialmente este tipo de criminalidade que convivemos no Brasil com raízes no poder, no narcotráfico, no jogo ilegal etc?
E o que isso tem a ver com viéis jornalístico e fé. Em várias outras oportunidades, Petry ligou as posições religiosas dos que se opõem à legalização do aborto e à liberação das drogas a atrasos do nosso país. Para ele, o fundamentalismo religioso desses cidadãos é o que tem atrasado o país.
Lêdo engano! Que ele suba aos morros do Rio de Janeiro e verifique com seus próprios olhos quem são alguns dos maiores protagonistas de inclusão social. São cristãos que transformados pelo Evangelho, primeiramente, começam a trabalhar na restauração de suas relações familiares e todo mundo sabe: quando a família é restaurada a sociedade agradece.
E depois, começam a se envover com a comunidade de maneria solidária e construtiva.
O que me dá alento é que "os que têm fome e sede de justiça serão fartos", mesmo que alguns os tratem a pão de desrespeito e a água da intolerância.
Viéis Jornalístico

Eu já estou ficando meio cansado, meio irritado com a postura de jornalistas quando se trata de determinados temas.
Veja alguns exemplos:
Roberto Pompeu de Toledo, cuja redação é quase sempre sensata e equilibrada, escorreu feio no último ensaio da Revista VEja de 7 de março do corrente sob o título "África, feitiçaria e maioridade penal".
Sob o pretexto de tratar do "incrível - eu acrescentaria abjeto e inaceitável - caso das crianças de Kinshasa e o deslocado debate sobre a punição de menores no Brasil", Pompeu de Toledo inclui a "ação dos pregadores pentecostais e sua ênfase nos artifícos do demônio" entre as causas para o dilema das crianças-feiticeiras.
Para quem não está a par do assunto, as crianças-feiticeiras são "crianças às quais são atribuídos poderes capazes de causar desgraças diversas a suas famílias, conhecidos e vizinhos. Muitas acabam abandonadas pelos pais e viram crianças de rua (sic!)" na capital da República Democrática do Congo, ex-Zaire.
O próprio ensaísta diz que o fenômeno tem "origem na penúria africana", que a "crença popular" e que "um período de guerra civil, miséria e desintegração" também contribuem com o problema.
No entanto, dois parágrafos inteiros dos 8 parágrafos do ensaio são dedicados a relatar "a ação dos pregadores pentecostais" e somente uma frase traz alguma tênue atenuação para os pregadores: "o pregadores não inventaram, mas deram força ao mito dos pequenos malditos" para logo voltar à carga: "As TVs controladas por evangélicos apresentam programas em que as crianças são apresentadas e denunciadas ou submetidas a exorcismos".
Ora, não sou advogado de ninguém, nem mesmo de pessoas que dizem professar a mesma fé cristã que eu professo, ainda que sejam de denominações e convicções teológicas distintas do protestantismo histórico reformado no qual me alinho, mas há um viéis religioso visível aqui.
Por que não falar do extraordinário trabalho que estes pregadores evangélicos, suas igrejas e organizações fazem em toda a Africa e ao redor do mundo? Por que não dizer que quando as crianças-feiticeiras são abandonadas pelas famílias e rejeitadas pelas comunidades são recolhidas pelo cristãos, que não se limitam a "sessões de exorcismo" como se fossem ultramontanos medievais ou exorcistas da sagrada inquisição, mas alimentam, educam, oferecem cuidados médicos, profissionalizam etc.
Eu tenho consciência que a cristandade - não o cristianismo - já cometeu muitos erros, crassos erros morais, éticos e espirituais em nome de um Cristo que nunca autorizou que assim se fizesse, mas o mundo não teria uma enormidade de benefícios culturais, ecológicos, sociais, morais, familiares, religiosos e espirituais, promovidos por cristãos e organizações cristãs ao longo de mais de dois mil anos de história ocidental.
Esqueceram de David Livingstone, de William Wilberforce, dos colportores brasileiros, dos missionários, alguns dos quais conheço pessoalmente, que se embrenham em lugares do mundo inteiro que ninguém quer ir para cuidar e amar ao próximo.
É brincadeira! Esse "esquecimento" não dá para ser visto como descuido e sim como proposital, fruto de um viéis anti-religioso que domina os meios de comunicação.
Lula defende uso de preservativos e critica hipocrisia
O presidente Lula disse nesta quarta-feira (7), em discurso na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, que o país deveria criar um dia nacional de combate a hipocrisia porque deixa de debater temas importantes por preconceito. Ele defendeu o uso de preservativos para combater doenças como a Aids e a gravidez precoce. "Trinta por cento das meninas entre 15 e 17 anos que estão fora da escola é porque tiveram filhos", exemplificou.
Ele se dirigiu à Secretária nacional de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire, para criticar a hipocrisia da sociedade brasileira, citando, nominalmente, a igreja:
"Ano que vem, Nilcéia, você poderia, no Dia Internacional da Mulher, fazer um dia de combate à hipocrisia que está estabelecida na cabeça de todos nós. E por que digo hipocrisia? Hipocrisia porque muitas vezes nós deixamos de debater os temas da forma verdadeira que eles têm que ser debatidos por puro preconceito, porque a minha mãe não gosta, o meu pai não gosta, a igreja não gosta, não sei quem não gosta".
Lula defendeu também a distribuição gratuita de preservativos, campanha que deve ser acompanhada de instruções para o uso. O mesmo deveria acontecer, segundo ele, com o ensino sobre o sexo."O sexo tem ser feito e ensinado como fazer. Somente assim seremos um país livre das Aids e de outras doenças infecto-contagiosas".
O presidente disse que as famílias e a Igreja não podem agir como se as jovens não mantivessem relações sexuais, porque elas acabam engravidando precocemente:
" Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta e é uma necessidade", afirmou.
É o seguinte: Lula como cidadão tem todo o direito a falar as bobagens que quiser, porque todo mundo tem direito a 5 minutos diários de insanidade, mas quando o "cara" - desculpe aí o termo - começa a meter o bedelho em tudo, dando palpite como se estivesse num jogo do Coringão que ele tanto venera, aí passa do limite e dá uma coceira no ouvido.
Vejamos:
Em primeiro lugar, educação sexual é mais do que distribuir camisinha com instruções de como usar. Se houvesse uma campanha com o mesmo aporte de verbas e de publicidade para ensinar vida sexual responsável, então eu ficaria calado. Mas não há!
Em segundo lugar, educação sexual é, antes de mais nada, uma questão de fôro íntimo, privativa, portanto. O Presidente resumiu a coisa à "necessidade animal", mas vida sexual é mais do isto, porque se todos as minhas necessidades animais fossem absolutas então não haveria vida social. Não é porque quero comer tudo que me vem à frente, que não tenho que zelar pela minha saúde física, pelo bem estar social, pelo direito dos outros. Ele não entende isto. Deve ser por isto que em meio à maior onda - seria Tsunami?! - de violência que o país enfrenta, ele afirma que "violência às vezes é uma questão de sobrevivência", misturando o ladrão de banana na feira com o narcotraficante e os ladrões encastelados no poder.
Em terceiro lugar, educação sexual de menores é prerrogativa primordial e intransferível dos pais ou responsáveis por ele. Os direitos individuais ainda existem, inclusive os meus e de qualquer família de educar os filhos como quiser, desde que dentro das leis do país. Eu quero e tenho educado os meus filhos, inclusive sexualmente. Se entender que devo ensiná-los a usar camisinha, farei sem constrangimento, da maneira que julgar mais correta e no momento oportuno, mas não porque o presidente ou qualquer idiota revestido do poder acha que devo me submeter a uma política com a qual não concordo.
Em quarto lugar, quando se questiona as opções equivocadas de alguns governantes e gestores públicos, bem como de personalidades formadoras de opinião sobre educação sexual etc. não é sempre por hipocrisia, como sugere o Presidente. Há razões científicas e éticas que me fazem não querer que meus filhos sejam ensinados pela Escola ou por técnicos do Ministério da Saúde.
Chega desse patrulhamento ideológico de fundo religioso contra tudo que pareça conservador. Eu também tenho direito de ser conservador no que entender que devo ser. Não há dúvida de que o "liberalismo ético" de muitos tem levado à crescente desagregação familiar, cujo subproduto é justamente este país em que vivemos.
Cala a boca, Lula! E vê se trabalha. Que tal um Dia Nacional de Combate à Safadeza dos Políticos!
Ele se dirigiu à Secretária nacional de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire, para criticar a hipocrisia da sociedade brasileira, citando, nominalmente, a igreja:
"Ano que vem, Nilcéia, você poderia, no Dia Internacional da Mulher, fazer um dia de combate à hipocrisia que está estabelecida na cabeça de todos nós. E por que digo hipocrisia? Hipocrisia porque muitas vezes nós deixamos de debater os temas da forma verdadeira que eles têm que ser debatidos por puro preconceito, porque a minha mãe não gosta, o meu pai não gosta, a igreja não gosta, não sei quem não gosta".
Lula defendeu também a distribuição gratuita de preservativos, campanha que deve ser acompanhada de instruções para o uso. O mesmo deveria acontecer, segundo ele, com o ensino sobre o sexo."O sexo tem ser feito e ensinado como fazer. Somente assim seremos um país livre das Aids e de outras doenças infecto-contagiosas".
O presidente disse que as famílias e a Igreja não podem agir como se as jovens não mantivessem relações sexuais, porque elas acabam engravidando precocemente:
" Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta e é uma necessidade", afirmou.
É o seguinte: Lula como cidadão tem todo o direito a falar as bobagens que quiser, porque todo mundo tem direito a 5 minutos diários de insanidade, mas quando o "cara" - desculpe aí o termo - começa a meter o bedelho em tudo, dando palpite como se estivesse num jogo do Coringão que ele tanto venera, aí passa do limite e dá uma coceira no ouvido.
Vejamos:
Em primeiro lugar, educação sexual é mais do que distribuir camisinha com instruções de como usar. Se houvesse uma campanha com o mesmo aporte de verbas e de publicidade para ensinar vida sexual responsável, então eu ficaria calado. Mas não há!
Em segundo lugar, educação sexual é, antes de mais nada, uma questão de fôro íntimo, privativa, portanto. O Presidente resumiu a coisa à "necessidade animal", mas vida sexual é mais do isto, porque se todos as minhas necessidades animais fossem absolutas então não haveria vida social. Não é porque quero comer tudo que me vem à frente, que não tenho que zelar pela minha saúde física, pelo bem estar social, pelo direito dos outros. Ele não entende isto. Deve ser por isto que em meio à maior onda - seria Tsunami?! - de violência que o país enfrenta, ele afirma que "violência às vezes é uma questão de sobrevivência", misturando o ladrão de banana na feira com o narcotraficante e os ladrões encastelados no poder.
Em terceiro lugar, educação sexual de menores é prerrogativa primordial e intransferível dos pais ou responsáveis por ele. Os direitos individuais ainda existem, inclusive os meus e de qualquer família de educar os filhos como quiser, desde que dentro das leis do país. Eu quero e tenho educado os meus filhos, inclusive sexualmente. Se entender que devo ensiná-los a usar camisinha, farei sem constrangimento, da maneira que julgar mais correta e no momento oportuno, mas não porque o presidente ou qualquer idiota revestido do poder acha que devo me submeter a uma política com a qual não concordo.
Em quarto lugar, quando se questiona as opções equivocadas de alguns governantes e gestores públicos, bem como de personalidades formadoras de opinião sobre educação sexual etc. não é sempre por hipocrisia, como sugere o Presidente. Há razões científicas e éticas que me fazem não querer que meus filhos sejam ensinados pela Escola ou por técnicos do Ministério da Saúde.
Chega desse patrulhamento ideológico de fundo religioso contra tudo que pareça conservador. Eu também tenho direito de ser conservador no que entender que devo ser. Não há dúvida de que o "liberalismo ético" de muitos tem levado à crescente desagregação familiar, cujo subproduto é justamente este país em que vivemos.
Cala a boca, Lula! E vê se trabalha. Que tal um Dia Nacional de Combate à Safadeza dos Políticos!
Monday, March 05, 2007
EVANGÉLICOS FORA DA GLOBO

A exemplo do que ocorre no Brasil, as igrejas evangélicas brasileiras crescem de maneira vertiginosa nos Estados Unidos. Para se ter uma idéia, eram apenas duas há pouco mais de quinze anos, no sul da Flórida. Hoje são quase duzentas, entre as tradicionais, pentecostais e neo-pentecostais. Não divergem muito do ponto de vista doutrinário. Suas diferenças estão no modo mais ou menos agressivo de conquistar adeptos. São dezenas de denominações, a maioria delas independentes, ou seja, não subordinadas a grupos religiosos já consolidados. E o fenômeno se espalha por todas as regiões dos EUA onde há concentração de brasileiros.
Evidentemente, em primeiro lugar, esse crescimento é diretamente proporcional à grande quantidade de brasileiros que chega diariamente à terra do Tio Sam. Apesar do rigor adotado ultimamente pela Imigração americana, eles continuam chegando de toda parte e por todos os meios. A grande maioria, sem documentação legal. É nessa hora que as igrejas evangélicas exercem um papel fundamental na adaptação do imigrante, geralmente pobre e despreparado. Na igreja, ele encontra o calor humano dos conterrâneos e, principalmente, ajuda para conseguir se estabelecer e dar os primeiros passos em direção ao sonho americano.
Outra razão para se entender o fenômeno desse crescimento é a facilidade de se abrir uma igreja nos EUA. Qualquer pessoa pode fazê-lo, mediante o cumprimento de poucas exigências. Claro que essa porta escancarada permite a entrada de oportunistas, que criam igrejas apenas para benefício próprio. Parece que esse não é o caso da maioria.
O boom das igrejas, entretanto, aconteceu de seis anos para cá, quando a Globo passou a despejar seu sinal nos Estados Unidos. Nos intervalos comerciais do Jornal Nacional, das novelas e dos jogos de futebol, era comum a presença de pastores das mais variadas regiões dos Estados Unidos vendendo seu produto, Jesus Cristo. Todos aumentando seu rebanho.
Suprema ironia. A Globo que vive torpedeando as religiões evangélicas, sobretudo aquelas que estão entrando no segmento televisivo, estava servindo de instrumento para a divulgação das idéias "subversivas" dos pentecostais.
Esta semana, a luz vermelha acendeu na Superintendência Comercial e a ordem do Jardim Botânico no Rio chegou curta e grossa ao representante da emissora nos Estados Unidos. A partir de primeiro de abril, está terminantemente vedada a venda de espaços comerciais a anúncios de cunho religioso, mesmo que isso represente alguma perda de faturamento. Mas esse não é o problema, afinal o que é um tostão pra quem tem um milhão?
O problema é que essas religiões estão crescendo demais e podem abalar as estruturas do império global na medida em que várias delas estão ocupando espaços consideráveis no segmento televisivo, onde a Globo manda e desmanda. E a poderosa Globo, que nunca gostou de concorrência, vai usar de todas as suas armas para derrotar os inimigos.
Observando à distância, porém com grande influência, está a CNBB que se prepara para receber o Papa. Coincidentemente, ela deu à Globo a primazia na cobertura da visita.
Não há como negar, estamos diante de uma guerra santa. O exército global é poderoso, mas não é imbatível.
(Matéria de Eliakim Araujo em http://www.intellibusiness.com.br/diretodaredacao/noticias/index.php?not=3191)
Isto é para quem ainda tinha dúvida de que lado a Globo está! Me faz lembrar as tentativas de Caio Fabio de "cristianizar" a vênus dourada. Deu no que deu...
Até passarinho está ficando mafioso!!!

Por que outras espécies de passarinhos aceitam passivamente que o chupim deixe ovos em seus ninhos, e ainda criam os filhotes do parasita? Por que os hospedeiros não jogam os ovos estranhos para fora? A resposta, segundo uma pesquisa científica recente, é: além de aproveitador, o chupim se vale de uma estratégia de intimidação típica do crime organizado.
O que foi apelidado de "comportamento mafioso" foi registrado no Molothrus ater, o chupim-cabeça-castanha, e está descrito na edição online desta semana da revista Proceedings of the National Academy of Science (PNAS).
"São as chupins fêmeas que controlam o esquema mafioso no nosso local de pesquisas", diz nota divulgada por um dos autores do trabalho, Jeffrey P. Hoover. "Nosso estudo mostra que muitas delas voltam e vandalizam os ninhos, quando removemos o ovo parasita", explicou ele.
Estamos perdidos! Até os passrinhos estão ficando mafiosos. Daqui a pouco a gente vai começar a ver aviões com vários policiais federais carregando chumpins de um presídio para outro...
Guga ganha 10 pontos e sobe 124 posições no Ranking ATP

Eu não me canso de admirar a capacidade de superação do ser humano. Pessoas que se recuperam de graves acidentes, gente que supera uma origem que doutra maneira os condenaria à miséria e por aí vai.
Como gosto muito de esporte, fico muito tocado ao ver esportistas voltando à forma e à vitória por amor ao que fazem e para provarem a si mesmos que são capazes. Não que Guga já tenha conseguido voltar a ser um dos 20 top tenistas, muito menos a chegar perto de voltar a ser o número 1, mas isto é o que realmente importa?
Não creio! Acho que o mais importante é simplesmente que ele volte a sentir-se bem fazendo o que ama. Não é isto que dá brilho e luz à vida?
O Tabu do Incesto
Um casal de irmãos residente em Zwenkau, na Saxônia, quer convencer o Tribunal Constitucional Federal alemão a revogar a lei que proíbe o incesto entre irmãos. Segundo o advogado do casal, Endrik Wilhelm, o argumento usado por eles é que o artigo 173 da Código Penal alemão, que proíbe as relações incestuosas entre parentes em primeiro grau, fere o direito fundamental de os adultos serem livres para escolher seus parceiros sexuais.
O advogado alega ainda que vários países já excluíram esse tipo de proibição de sua legislação. Segundo ele, "em direito penal, sempre há um autor do crime e uma vítima, e, nesse caso, fica sempre a pergunta sobre quem está sendo prejudicado".
Juízes do Tribunal Constitucional Federal, que decidirão o futuro do casal de irmãos Patrick S., de 28 anos, e Susan K., de 21 anos, têm a mesma mãe, mas não usam o mesmo sobrenome. Patrick foi entregue para adoção quando ainda era bebê e cresceu com uma família em Potsdam, enquanto Susan foi criada pela mãe biológica em Leipzig. Os dois só se conheceram em 2000, quando Patrick resolveu procurar a família biológica.
Do ponto de vista legal num estado laico, o argumento dos irmãos é lógico, embora se levado ao extremo torna a autonomia individual um bem absoluto. É bom lembrar que embora o Estado não deva interferir na liberdade individual, deve preservar a convivência social garantindo-a através do provimento de seus deveres constitucionais.
Em que o incesto se constituiria um problema? Especialista defendem que a salvaguarda contra o incesto fornece argumentos morais que inibem abusos como pedofilia etc.
A verdade é que nada disso tem valor se a concepção de alguém é que pode fazer o que tiver vontade, seja na área sexual ou em qualque outra área da vida. O homem autônomo - literalmente que tem suas próprias leis - não ouve, nem se submete a nada que não seja oriundo de si mesmo.
Fazer o quê? É uma opção de vida, mas que precisa ser posta em real perspectiva social.
O advogado alega ainda que vários países já excluíram esse tipo de proibição de sua legislação. Segundo ele, "em direito penal, sempre há um autor do crime e uma vítima, e, nesse caso, fica sempre a pergunta sobre quem está sendo prejudicado".
Juízes do Tribunal Constitucional Federal, que decidirão o futuro do casal de irmãos Patrick S., de 28 anos, e Susan K., de 21 anos, têm a mesma mãe, mas não usam o mesmo sobrenome. Patrick foi entregue para adoção quando ainda era bebê e cresceu com uma família em Potsdam, enquanto Susan foi criada pela mãe biológica em Leipzig. Os dois só se conheceram em 2000, quando Patrick resolveu procurar a família biológica.
Do ponto de vista legal num estado laico, o argumento dos irmãos é lógico, embora se levado ao extremo torna a autonomia individual um bem absoluto. É bom lembrar que embora o Estado não deva interferir na liberdade individual, deve preservar a convivência social garantindo-a através do provimento de seus deveres constitucionais.
Em que o incesto se constituiria um problema? Especialista defendem que a salvaguarda contra o incesto fornece argumentos morais que inibem abusos como pedofilia etc.
A verdade é que nada disso tem valor se a concepção de alguém é que pode fazer o que tiver vontade, seja na área sexual ou em qualque outra área da vida. O homem autônomo - literalmente que tem suas próprias leis - não ouve, nem se submete a nada que não seja oriundo de si mesmo.
Fazer o quê? É uma opção de vida, mas que precisa ser posta em real perspectiva social.
Friday, March 02, 2007
Mudanças Climáticas e o Apocalipse

Alguém andou me perguntando nestes dias - na verdade, mais de uma pessoa - se eu via alguma relação entre estas mudanças climáticas e as profecias do Apocalipse - para os que entendem que é um livro profético - especialmente sobre o fim do mundo.
A resposta é simples: "E você ainda pergunta?" O terceiro e o quarto selos falam de uma fome tão catastrófica que somente mudanças no clima poderiam produzir.
Na primeira trombeta do sétimo selo há uma desertificação global por causa de uma chuva ácida jamais vista. Na segunda e terceiras trombetas quedas de meteoros ou de grandes blocos de larvas do cinturão de vulcões que rodeia o Oceano Pacífico provocam a morte de um terço da vida marinha.
E por aí vai...
Some-se a tudo isto o caos ainda maior das inversões éticas que vemos, então não há o que dizer a não ser Maranata! Ora, vem Senhor Jesus!
Aurora Boreal em Campina Grande!!!!
Thursday, March 01, 2007
O que você faria para deter a violência no Brasil?
Computadores só podem ter alma...
Ter um filho, escrever um livro, plantar uma árvore.

Houve uma época que estas três ações eram a certificação de alguém feliz e realizado. Hoje, ter um filho tornou-se tarefa bem banalizada, seja pela moderna tecnologia de fecundação ou pela velha irresponsabilidade humana.
Escrever um livro também não é grande feito conforme se vê nas prateleiras repletas de exemplares de auto-ajuda robustos de fórmulas fáceis e anoréxicos de conteúdo.
Mas, o ato de plantar árvores... Ah! Este sim ganhou ares de modernidade e adornado pelas cores fortes da causa ambientalista e pelo perfume sedutor do marketing social promete ser a onda do momento e, provavelmente, por um bom tempo futuro.
Na revista Veja de 21 de fevereiro de 2007, na secção Ambiente o título é “A neutralização da culpa” e trata da moda ecologicamente correta de plantar árvores para compensar a emissão de poluentes.
A idéia que já seduziu empresas como a British Airways e celebridades como o vice-presidente verde americano Al Gore, Leonardo DiCaprio, Rolling Stones e os brasileiros Sandy & Junior e Regina Casé, também colocou lado a lado o carnaval de São Paulo e a missa do Papa Bento XVI que será celebrada na sua visita ao Brasil.
O conceito é simples. A árvore consome pelo seu metabolismo uma grande quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitidos por fontes poluentes da atividade humana e assim, o carbono fica retido na sua estrutura até que morra ou seja cortada.
O título quase religioso da matéria de Julia Duailibi demonstra que, marketing à parte, a consciência ambiental tem se desenvolvido ao redor do planeta. Até a previsão do clima nos nossos telejornais se aproxima quase de uma aula de metereologia com pitadas de catastrofismo televisivo.
O que importa é que a idéia de culpa e de expiação subjacente a toda a questão traz à luz conceitos abandonados no ideário pós-moderno. Culpa era um conceito já corroído pela analgesia ambivalente da ética situacional e que dava lugar a algo mais suave como vergonha social, incorreção política ou algo parecido. E expiação, então, nem se fala.
Quem imaginaria um adminstrador de empresa citado pela revista afirmando que pretende neutralizar o nascimento de seu filho plantando árvores que compensem a emissão de poluentes tanto no parto, como na própria gestação do herdeiro!
Pois é, só há uma pequena diferença em toda esta semelhança superficial entre a expiações. No caso ambiental, o que temos é uma auto-expiação, isto é, eu penalizo a mim mesmo pela culpa assumida, seja por atos cometidos só por mim ou em conjunto com outros.
No caso cristão, a expiação é substitutória, ou seja, vicária. Há uma constatação que a dimensão da culpa é tão significativa que não há ato compensatório suficiente. Então, alguém toma a culpa em meu lugar de maneira voluntária e definitiva, deixando-me livre da culpa e das conseqüências jurídicas do erro.
É um conceito de expiação único dentre as tradições religiosas mundiais e que diferencia o cristianismo por oferecê-la ao mercado religioso global. Não tenho dúvida que é um conceito inaceitável tanto à mente dos que pensam que não têm culpa alguma e, portanto, não precisam pagar nada e, muito menos aceitar que alguém pague em seu lugar, como também dos que acham que quem pecou, que pague, sem nenhuma possibilidade de substituição.
Contudo, é justamente desta singularidade que resulta o grande valor da graça oferecida por Jesus Cristo. Ele paga no meu lugar uma culpa que é minha e concede-me sua justiça que não era originalmente minha.
Isto é uma forma ecologicamente correta de dizer: "Jesus morreu por mim". Vamos plantar esta semente nos corações!
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